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Parede de loja com fileiras de sutiãs brancos, bege, pretos e vermelhos em ganchos, um body de renda vermelho e uma camisola preta
Segmento · Brasil

Moda íntima no atacado: onde a lingerie é feita, onde o atacado está e quem é capital por lei

Nos polos de fábrica de lingerie, como Juruaia, Ilhota e Guaporé, o cadastro da Receita registra de zero a 16 atacadistas de roupa, e Nova Friburgo é a exceção. Os maiores grupos de atacadistas ligados a roupa íntima estão em Goiânia e em São Paulo. Este guia cruza os dois mapas, separa o título de capital que é lei do que é projeto e mostra de onde vêm o sutiã e a calcinha importados.

Neste artigo

Na moda íntima no atacado, a busca mistura duas respostas, a cidade que fabrica e o centro atacadista, e o cadastro da Receita separa as duas. Este guia começa por ele e segue para os títulos de capital, a importação e a etiqueta da lingerie.

O recorte é a lingerie: calcinha, sutiã, conjunto e body. Cueca, pijama, meias, moda praia e plus size têm guias próprios, como os polos de Nova Friburgo, Juruaia e Ilhota, dos quais entra aqui só o que ajuda a escolher. Não citamos fábrica, loja nem marca.

Cadastro, lei e estatística são réguas diferentes, que este guia não soma; os percentuais são conta nossa, e o que nenhuma fonte responde vira lacuna declarada. Leitura das fontes: 30 de setembro de 2026, pelo método da casa.

A resposta curta

A moda íntima se compra em dois tipos de lugar. Um são os polos de fábrica: Nova Friburgo (RJ), única com título nacional de moda íntima em lei, nas bases consultadas; Juruaia (MG), Ilhota (SC) e Taquaral de Goiás (GO), com títulos estaduais; e, sem título em lei localizado, Itaguari (GO), Guaporé (RS) e Frecheirinha (CE). Fora Nova Friburgo, eles têm de zero a 16 atacadistas de vestuário ativos: o cadastro mostra ali confecção. O outro são os centros atacadistas: dos 718 atacadistas de vestuário do país que declaram roupa íntima na atividade ou no nome (Receita, 12/09/2026), 136 estão em Goiânia, a maioria no Setor Norte Ferroviário, e 130 em São Paulo, 41 no Brás. Em 2025, 97% dos sutiãs importados vieram da China.

Polos de fábrica: o que o cadastro conta em cada cidade

Nos polos de fábrica, os Dados Abertos do CNPJ da Receita (base de 12/09/2026) mostram sobretudo confecção. A tabela conta os estabelecimentos ativos com a confecção de roupas íntimas (1411-8/01) como atividade principal, os que declaram também o atacado e os atacadistas de vestuário da cidade.

CidadeSituação oficialConfecções de roupa íntimaDelas, declaram atacadoAtacadistas de vestuário (ligados a roupa íntima)
Nova Friburgo (RJ)título nacional, em lei1.23020072 (40)
Juruaia (MG)título estadual, em lei188626 (6)
Ilhota (SC)título estadual, em lei114575 (0)
Taquaral de Goiás (GO)título estadual, em lei92100
Itaguari (GO)sem fonte oficial localizada143150
Guaporé (RS)autodenominação da Prefeitura1235116 (0)
Frecheirinha (CE)arranjo produtivo identificado pelo governo estadual (2023)5070

"Declaram atacado" é o que a confecção informa como atividade secundária: não prova que venda a revendedor, nem com que pedido mínimo.

Nova Friburgo é a exceção: além dos atacadistas da tabela, tem 309 varejistas ativos com palavra de roupa íntima no nome, e a Prefeitura aponta o bairro de Olaria e o distrito de Conselheiro Paulino como onde se concentram "confecções, depósitos e lojas de moda íntima". O cadastro confirma: 499 das 1.230 confecções (40,6%) declaram um dos dois endereços, somadas as grafias.

Taquaral de Goiás e Itaguari, na mesma região geográfica imediata do IBGE, a de Inhumas–Itaberaí–Anicuns, somam 235 confecções, tantas quanto Goiânia. Em Frecheirinha, o Governo do Ceará registrou, em 15/06/2023, um Arranjo Produtivo Local de Moda Íntima e escreveu que a cidade "escoa a maior parte da sua produção para estados da região Nordeste" (lido no arquivo da web). Mar de Espanha (MG), com 337 confecções, não tem página oficial localizada que a descreva como polo, e Sítio Alegre, em Morrinhos (CE), está no guia da cueca.

Centros atacadistas: Goiânia e o Brás na frente do registro

Na CNAE, quem vende roupa íntima no atacado se registra na 4642-7/01, a do atacado de vestuário em geral, sem código próprio. Dos 11.948 atacadistas de vestuário ativos na base de 12/09/2026, 718 mostram ligação com roupa íntima: 555 declaram também a confecção dela como atividade secundária e 213 têm no nome fantasia palavras como lingerie, íntima ou calcinha (50 fazem as duas coisas). Nomes de marca e palavras ambíguas ficaram de fora (o número é piso), e registro ativo não prova loja aberta nem venda de lingerie.

Goiânia (136) e a capital paulista (130) reúnem 37% desses 718; depois vêm Nova Friburgo (40), Fortaleza (22), Santa Cruz do Capibaribe (13) e Belo Horizonte (12).

Em Goiânia, dos 136, são 89 no Setor Norte Ferroviário (65%), onde o site oficial da Região da 44 situa o polo; desses 89, 41 declaram a Avenida Contorno, somadas as grafias. Muitos registros de shopping usam o endereço do prédio, o que não faz da avenida uma rua da lingerie. O caminho de compra está no guia da Rua 44.

Em São Paulo, o maior grupo está no Brás (41), seguido de Bom Retiro (8), Carandiru (8), Canindé (5) e Pari (4), sem rua que concentre. O guia da cueca conta 121 na capital porque usa só a atividade; aqui entra também o nome. O caminho de compra está nos guias do Brás e da 25 de Março.

Quem vai a Goiânia ou ao Brás atrás de lingerie não encontra regra própria da lingerie para pedido mínimo, CNPJ ou venda a CPF: nas fontes oficiais e de entidades consultadas, isso fica com cada fornecedor (veja pedido mínimo e grade e quem vende para CPF). Para comprar sem viajar, fornecedor que envia para todo o Brasil.

Fortaleza e as outras capitais que a busca pede

Em Fortaleza, o atacado registrado de roupa íntima é pequeno perto da fábrica. São 22 atacadistas de vestuário ligados a ela: 7 na Maraponga, todos na Rua Francisco Glicério, o endereço do Maraponga Mart Moda, 4 em Jacarecanga e 4 no Centro. Do lado da fábrica, são 531 confecções e 202 facções de roupa íntima ativas. A Feira da José Avelino, o Beco da Poeira e o Centro Fashion têm guias próprios.

Nas outras capitais que a busca pede, o cadastro mostra pouca confecção e quase nenhum atacadista ligado a roupa íntima:

CapitalConfecções de roupa íntimaAtacadistas ligados a roupa íntimaMaiores concentrações da confecção no estado
Recife252Santa Cruz do Capibaribe (237) e Caruaru (58)
Salvador490Salvador (49), Vitória da Conquista (36) e Feira de Santana (28)
João Pessoa210João Pessoa (21), Catolé do Rocha (10) e Campina Grande (9)
Porto Alegre314Guaporé (123), Porto Alegre (31) e Caxias do Sul (30)
Manaus305a própria capital, com 30 das 34 do estado

Nas fontes oficiais consultadas, nenhuma prefeitura dessas capitais aponta rua, galeria ou feira de moda íntima. Isso não quer dizer que não se venda lingerie no atacado nelas: o cadastro não separa o produto, e a loja de um shopping pode estar registrada como varejo ou como atacado de vestuário sem a palavra no nome. Para comprar, os guias de polo: Moda Center (PE), Feira de Santana (BA), Pop Center (Porto Alegre), Manaus, Barro Preto (Belo Horizonte) e Curitiba.

Cartão CNPJ: a lingerie mora na 1411-8/01, sem o nome

"Lingerie" é palavra de mercado, não de cadastro. Ela não aparece na descrição oficial da subclasse 1411-8/01, a da confecção de roupas íntimas, que lista sutiã (soutien) ou calcinhas, calcinhas femininas, modeladores femininos, cintas-liga, espartilhos e ligas com suas partes ao lado de cueca e pijama; nem na NCM; nem na lista de produtos da pesquisa industrial. Aparece no IPCA do IBGE, cujo subitem Lingerie subiu 2,61% nos 12 meses até agosto de 2026, abaixo do índice geral (4,22%); é variação de preço no varejo, não preço em reais. O biquíni fica fora, na subclasse 1412-6/01, com guia próprio.

É essa 1411-8/01 que se procura como atividade principal para comprar de quem fabrica, e não a da facção (1411-8/02); por que a facção não atende revendedor está em comprar roupa direto da fábrica, e a consulta passo a passo, em conferir o CNPJ do fornecedor. Das 11.822 confecções de roupa íntima ativas no país, 1.349 declaram o atacado de vestuário como atividade secundária, e 5.630, o varejo. No mapa oficial da fabricação, o Cadastro Central de Empresas do IBGE contava 7.072 unidades locais e 82.442 pessoas ocupadas na classe 14.11-8 em 2024, com toda roupa íntima e de dormir junta; a tabela por município está no guia do pijama.

Capital da moda íntima: o que é lei, o que é projeto e o que é só frase

Nas bases consultadas, só um título de moda íntima é nacional e está em lei: a Lei nº 14.883/2024 fez de Nova Friburgo a Capital Nacional da Moda Íntima, título honorífico. Os estaduais achados são três. Juruaia é Capital Mineira da Lingerie (Lei mineira 25.632/2025); Ilhota, Capital Catarinense da Confecção de Moda Íntima e Moda Praia (Lei catarinense 16.722/2015); e Taquaral de Goiás, Capital da Moda Íntima pela Lei goiana 22.364/2023. O título, na lei, não traz "de Goiás"; o portal de legislação do estado a classifica como "Título cultural de Capital Goiana".

Capital Nacional da Lingerie não existe em lei: é pedido na Câmara para Juruaia (PL 5.279/2023) e para Ilhota (PL 2.787/2026), os dois aguardando relator em 30/09/2026. E a própria Câmara registrou que o título de moda íntima tem dono. O PL 4.303/2025 pedia para Frecheirinha o de Capital Nacional da Moda Íntima; o parecer do relator, de 29/04/2026, apontou que ele "já foi oficialmente outorgado ao município de Nova Friburgo (RJ)" e que manter a redação "criaria uma antinomia jurídica". Em 19/05/2026, a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços aprovou um substitutivo com outro nome, "Polo Nacional de Confecção de Moda Íntima"; o projeto aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça desde 20/05/2026, e Frecheirinha segue sem título em lei federal.

Guaporé se diz, no portal de turismo da Prefeitura, "reconhecida em todo o Brasil como a Capital das Joias Folheadas e da Moda Íntima"; não localizamos lei que lhe dê esse título. A justificativa do projeto de Juruaia (2023) diz que ela "produz 15% de todas as peças íntimas do País", e a Prefeitura de Nova Friburgo, que a cidade é responsável por "25% da produção nacional de lingerie", sem ano: nenhuma estatística oficial consultada mede produção de roupa íntima por cidade.

Sutiã e calcinha importados: a China domina, e a entrada cresce

A NCM não usa a palavra lingerie, mas separa as peças: sutiã e bustiê são o código 6212.10.00, e a calcinha de malha se divide por matéria em 6108.21.00 (algodão), 6108.22.00 (sintética ou artificial) e 6108.29.00 (outras). A calcinha de tecido plano não tem código próprio: os números de calcinha abaixo são só da de malha. O imposto de cada código fica para os guias de alíquota de importação de roupa e do Remessa Conforme.

Pelo Comex Stat, base de 04/09/2026, entraram em 2025 29,0 milhões de sutiãs, por US$ 34,6 milhões FOB: a China ficou com 87,5% do valor e 97,1% das peças. Na calcinha de malha, foram 61,0 milhões de peças, por US$ 24,7 milhões: China com 74,1% do valor e 88,5% das peças, Paraguai com 8,3% e 8,1%. De janeiro a agosto de 2026 entraram 22,2 milhões de sutiãs e 55,3 milhões de calcinhas de malha, 15,8% e 41,5% mais que no mesmo período de 2025.

AnoSutiãs importados (milhões de peças)Calcinhas de malha importadas (milhões de peças)Paraguai nas calcinhas (% das peças)
202212,017,724,5
202310,831,227,7
202422,946,311,3
202529,061,08,1

As fontes consultadas não explicam a queda do Paraguai, e a estatística não mede a compra de viagem: pelo manual da Secex, o Comex registra a mercadoria no desembaraço, pelo país de origem, e não conta bagagem. A calcinha paraguaia da tabela entrou por importação formal; a cota de viagem é de uso pessoal (comprar no Paraguai para revender).

Do lado nacional, na PIA-Produto de 2024, a indústria de maior porte (30 pessoas ocupadas ou mais e/ou receita acima de R$ 27,0 milhões) declarou 52,5 milhões de sutiãs e 179,1 milhões de calcinhas, que somaram 57,6% do valor da produção da classe de roupa íntima. É amostra, do país inteiro e de outro ano: não se divide pela importação. Quanto custa a lingerie no atacado, nenhuma fonte oficial consultada diz, e o FOB não serve de atalho: veja como calcular o preço de venda.

Fontes oficiais e primárias

lei, decreto, portaria, órgão público e estatística oficial

Renda, forro, bojo e tamanho: a etiqueta da lingerie

Sutiã, calcinha, lingerie e bojo: nenhuma dessas palavras aparece na Portaria Inmetro nº 118/2021, e a lingerie segue a regra de toda roupa, descrita em etiqueta de composição. O que pesa nela são as partes. A peça com partes de composição diferente, como renda, tule e forro, declara a de cada uma; a parte com até 30% da massa pode ficar de fora, mas o forro nunca (ver vestidos e moda praia). O regulamento não dá nome às partes: o Inmetro diz que a identificação "pode ser realizada da forma que melhor convier ao fabricante ou importador". E, nos produtos com base ou suporte têxtil, o item 14 manda indicar em separado a composição "da superfície e da base ou do suporte", quando diferem.

O bojo fica sem resposta. O item 15 tira do percentual os "enchimentos" e os "elásticos", e o Inmetro confirma que "o enchimento não deve ser considerado", mas a portaria não usa a palavra bojo, e nas perguntas frequentes consultadas o Inmetro não diz se o trata como enchimento ou como parte com composição própria. Peça ao fornecedor, por escrito, a composição do bojo e do forro.

No tamanho, o Inmetro exige a informação na peça, na "forma aplicável ao produto" ou por dimensões, sem fixar como o sutiã se numera. No catálogo da ABNT, as buscas por "sutiã", "calcinha", "moda intima" e "busto" não devolvem norma brasileira; para "brassiere" e "foundation garments" aparece só norma estrangeira, que não é regra aqui. Número e letra do bojo seguem a tabela de cada fabricante: peça a de medidas do corpo e a da peça antes de fechar a grade (tabela de medidas ABNT).

Na troca, as orientações oficiais consultadas falam de "peças íntimas" em bloco, como a do Procon de Sorocaba, que as cita entre as condições que muitas lojas estipulam para não trocar. Nelas, nada muda para calcinha e sutiã: a regra está em loja é obrigada a trocar roupa? e, para a higiene, no guia da cueca.

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Perguntas frequentes

Em dois tipos de lugar. Nos polos de fábrica, como Nova Friburgo (RJ), Juruaia (MG), Ilhota (SC) e Taquaral de Goiás (GO), o cadastro da Receita mostra sobretudo confecção; fora Nova Friburgo, com 40 atacadistas ligados a roupa íntima, eles têm de zero a seis. No país, a base de 12/09/2026 registra 718 atacadistas de vestuário que declaram roupa íntima na atividade ou no nome, e os maiores grupos estão nos centros atacadistas de Goiânia (136) e São Paulo (130, 41 no Brás). É registro declarado, não prova de loja aberta.

Nas bases consultadas, quatro, e só uma com título nacional: Nova Friburgo (RJ), Capital Nacional da Moda Íntima pela Lei federal 14.883/2024. As outras três são estaduais: Juruaia, Capital Mineira da Lingerie; Ilhota, Capital Catarinense da Confecção de Moda Íntima e Moda Praia; e Taquaral de Goiás, Capital da Moda Íntima por lei goiana. Capital Nacional da Lingerie é só pedido, em projetos para Juruaia e Ilhota. Frecheirinha (CE) tem projeto rebatizado para Polo Nacional de Confecção de Moda Íntima, e Guaporé (RS) se diz capital, sem lei localizada.

No cadastro da Receita, base de 12/09/2026, 89 dos 136 atacadistas de vestuário de Goiânia ligados a roupa íntima, 65%, declaram o Setor Norte Ferroviário, onde o site oficial da Região da 44 situa o polo; desses 89, 41 têm endereço na Avenida Contorno. Endereço declarado pode ser o do prédio, e não o de uma loja. Fora da capital, na mesma região intermediária do IBGE, Taquaral de Goiás e Itaguari somam 235 confecções de roupa íntima ativas e nenhum atacadista de vestuário.

Nas buscas que fizemos no catálogo da ABNT, não: sutiã, calcinha, moda intima e busto não devolvem norma brasileira, e para brassiere e foundation garments aparece só norma estrangeira, que não é regra no Brasil. O Inmetro obriga a informar o tamanho na peça, na forma aplicável ao produto ou por dimensões, sem fixar como o sutiã se numera. Número e letra do bojo seguem a tabela de cada fabricante: peça a de medidas do corpo e a da peça antes de fechar a grade.

A norma não responde com essa palavra. A Portaria Inmetro 118/2021 tira enchimentos e elásticos do cálculo da composição, e o Inmetro confirma que o enchimento não entra no percentual, mas a portaria não fala em bojo, e nas fontes consultadas o Inmetro não diz se o trata como enchimento ou como parte com composição própria. O forro, esse, sempre se declara. O caminho seguro é pedir ao fornecedor, por escrito, a composição do bojo e do forro.

Jeff Bruno

Jeff Bruno

Editor responsável do Atacado Modas. Gerente de e-commerce há 5 anos em uma grande operação de varejo, passou anos comprando no Paraguai para revender e hoje lida com importação da China na operação onde trabalha. Aqui escreve o que dá para provar: toda ficha sai com data e fonte. Curitiba/PR.

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