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Compras no Paraguai, dentro da lei

A fronteira é o assunto mais buscado e o pior explicado do nicho. Aqui ele é tratado por um ângulo só: o legal — com a regra na mão, a fonte linkada e a data da apuração em cada página.

Atualizado em 14 de agosto de 2026 34 guias
Prateleiras de uma loja com fornos, air fryers e cafeteiras expostos

Ciudad del Este é a resposta que mais aparece quando alguém pergunta onde comprar barato — e é também onde mais gente se enrola, porque a informação disponível ou é de agência de turismo, ou é conselho para burlar fiscalização. Esta frente existe para ocupar o meio que falta: o que a lei permite, quanto custa e quando compensa.

As regras que valem em qualquer fronteira

Antes de qualquer lista de compras, os números que decidem a viagem. Eles são federais e por via de entrada — não mudam conforme a cidade que você escolher atravessar. Os valores estão nas cotas de isenção do Guia do Viajante da Receita Federal (acesso em 19/08/2026):

RegraValor vigente
Cota por via terrestre, fluvial ou lacustreUS$ 500
Cota por via aérea ou marítimaUS$ 1.000
Intervalo de uso da cota1 vez a cada 30 dias
Imposto sobre o excedente50%
Quantidade de bens acima de US$ 5até 10, no máximo 3 idênticos
Destinaçãouso pessoal — nunca revenda

Números apurados em 12 de agosto de 2026 na página oficial da Receita Federal sobre cota, duty free e bagagem tributável. Regra fiscal muda — cada guia desta frente carrega a própria data de revisão, para você conferir se ainda vale no dia em que estiver lendo.

A pergunta honesta que quase ninguém responde

Cota de uso pessoal não cobre revenda em volume. Para isso existem dois caminhos formais — o RTU, restrito a eletrônicos e a empresas do Simples, e a importação comum. Qualquer conteúdo que sugira o contrário está te empurrando para um problema que custa a mercadoria inteira.

Comece por aqui

O que pode entrar, e o que não

Dinheiro, câmbio e declaração

Eletrônicos e perfumaria, item por item

As lojas, sem patrocínio

Revenda: o que a lei permite

Perguntas frequentes

Qual é a cota para comprar no Paraguai em 2026?

US$ 500 por via terrestre, fluvial ou lacustre, e US$ 1.000 por via aérea ou marítima, uma vez a cada 30 dias, para bens de uso pessoal. O que passar disso é tributado em 50% sobre o excedente, com declaração pela e-DBV. Guias desatualizados ainda repetem US$ 300 — a fonte para conferir é sempre a página da Receita Federal.

Posso trazer mercadoria do Paraguai para revender?

Não pela cota: bagagem é uso pessoal e destinação comercial descaracteriza o regime. O caminho legal existe em dois formatos — o RTU, para eletrônicos, por empresa do Simples habilitada, e a importação comum, para os demais casos. Para moda, o atacado brasileiro costuma vencer os dois em custo e simplicidade.

Quantas unidades do mesmo produto posso trazer?

Até 10 unidades de bens acima de US$ 5, com no máximo 3 idênticas. Esse limite é o que separa, na prática, o viajante do revendedor — uma grade completa de um mesmo modelo já ultrapassa a regra.

O que mais compensa comprar na fronteira?

Categorias de valor concentrado e pouco volume: perfumaria, eletrônicos de consumo e informática costumam apresentar a maior diferença de etiqueta. Roupa comum, calçado e maquiagem frequentemente empatam ou perdem para a promoção brasileira — a comparação honesta é item a item, no câmbio do dia.

Preciso declarar mesmo se ficar dentro da cota?

Dentro da cota e sem bens de declaração obrigatória, não há imposto a pagar. A declaração eletrônica de bens do viajante é o instrumento para declarar o que excede a cota e recolher os 50%, e é ela que transforma uma fiscalização em rotina em vez de problema.

Qual cidade da fronteira é melhor para ir?

Depende do objetivo: Ciudad del Este tem a maior variedade e é a única onde o regime legal de revenda opera; Salto del Guairá é a mais tranquila, com perfil de família; Pedro Juan Caballero tem o acesso mais simples, por fronteira seca com Ponta Porã. A cota, no entanto, é idêntica nas três.

Esta frente continua crescendo: cada guia novo entra com apuração em fonte primária, data no topo e revisão quando a regra muda. Achou algo defasado ou divergente do que viu no balcão? Conta pra gente — a correção entra com crédito.