Tecido no atacado: onde se compra, onde se tece e como o metro é medido
Nas fontes oficiais consultadas, nenhuma rua tem o título de rua dos tecidos. É o cadastro de CNPJ da Receita que mostra onde o comércio está registrado: no Brás, no Setor Campinas de Goiânia, no Barro Preto de Belo Horizonte e no Centro de Fortaleza e do Rio. Este guia separa esse mapa do de quem tece, mostra quem garante o metro no balcão e o que a norma do Inmetro exige do tecido destinado à indústria.
Neste artigo
- No Brás, dez ruas vizinhas concentram o tecido registrado
- Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza e Rio: o bairro do tecido no cadastro
- Onde o tecido é feito: Americana e vizinhas no sintético, Brusque e Guabiruba no algodão
- Metro, quilo, rolo ou peça: quem garante a medida
- Para confeccionar: peça a gramatura no tecido e no documento de venda
- O tecido importado: China no plano e na malha, Paraguai na malha
- Tricoline, oxford, linho: o nome da loja e o nome da norma
- Perguntas frequentes
O mapa de onde o tecido é vendido não é o mesmo de onde ele é feito, e quem confecciona para vender precisa dos dois. Este guia começa pelo comércio, bairro a bairro, com o cadastro de empresas da Receita Federal, porque nas fontes oficiais que consultamos nenhuma rua leva o título de rua dos tecidos.
Roupa pronta, horário e acesso dos polos e imposto ficam nos guias próprios, com link; aviamento fica fora do recorte. Não citamos loja, tecelagem, distribuidora nem marca.
Fontes lidas em 30 de setembro de 2026, pelo método da casa. O cadastro de CNPJ é a base de 12/09/2026; o IBGE, o Cadastro Central de Empresas de 2024. São réguas diferentes, que não se somam; percentuais, somas e posições são conta nossa.
Nas fontes oficiais consultadas, nenhuma rua é a rua dos tecidos: o mapa do comércio sai do cadastro de CNPJ da Receita (base de 12/09/2026). Nele, a capital paulista tem 26,5% do atacado de tecido registrado no país, quase metade no Brás; ali, somando atacado e varejo, lideram as ruas Almirante Barroso, João Boemer, Major Marcelino, Rio Bonito e Joli. Em Goiânia, o bairro com mais registros é o Setor Campinas, não o da Região da 44; em Belo Horizonte, o Barro Preto; em Fortaleza e no Rio, o Centro. Tecer é outra lista: Americana e vizinhas no sintético, Brusque e Guabiruba no algodão. A China foi a origem de 85% do valor do tecido plano importado em 2025.
No Brás, dez ruas vizinhas concentram o tecido registrado
Quase metade do atacado de tecido registrado na capital paulista declara o Brás: 540 dos 1.104 estabelecimentos ativos com essa atividade principal, nos Dados Abertos do CNPJ; no varejo, 801 de 2.223. O tecido tem código próprio no cadastro, o 4641-9/01 no atacado e o 4755-5/01 no varejo, e a capital reúne 26,5% dos 4.161 atacadistas ativos do país. Bom Retiro (80 no atacado e 50 no varejo), Canindé (67 e 24), Centro (33 e 52) e Pari (20 e 35) vêm longe.
Somando atacado e varejo, dez ruas vizinhas reúnem 876 registros, 870 deles com o bairro Brás, 65% dos 1.341 do bairro (grafias somadas):
| Rua | Atacado e varejo de tecido, ativos |
|---|---|
| Almirante Barroso | 179 |
| João Boemer | 128 |
| Major Marcelino | 121 |
| Rio Bonito | 105 |
| Joli | 89 |
| Itapiracaba | 63 |
| Bresser | 61 |
| Mendes Júnior | 48 |
| Maria Joaquina | 46 |
| Sampson | 36 |
Só no atacado, lideram Almirante Barroso (95), João Boemer e Major Marcelino (48 cada). Fora do Brás, a Rua da Graça, no Bom Retiro, e a Rua 25 de Março têm 30 registros cada.
Nenhuma fonte oficial consultada chama alguma dessas ruas de rua dos tecidos, e o projeto Ruas Temáticas da Prefeitura tem seis ruas, nenhuma de tecido. Nas páginas consultadas da Prefeitura, o tecido aparece pela região: o CATE, em 17/06/2024, diz que na 25 de Março, no Brás e no Bom Retiro, "polo têxtil da cidade", há "lojas e pontas de estoque focadas em retalhos de tecido". As ruas Joli e Sampson, com a Doutor Manuel Vitorino, abrigaram uma antiga tecelagem de seda, tombada pelo CONDEPHAAT em 2018; a resolução não liga aquela fábrica ao comércio de tecido de hoje.
Registro ativo não prova porta aberta, e o retrato muda rápido: 325 dos 540 atacadistas do Brás abriram de 2020 em diante. Endereço também não é loja: a Avenida Paulista soma 61 registros de tecido, com 35 dos 44 atacadistas em dois CEPs, e os 43 atacadistas da Rua Hannemann, no Canindé, dividem um só CEP; o cadastro não diz o que funciona ali. Horário e acesso estão no guia do Brás.
Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza e Rio: o bairro do tecido no cadastro
Fora da capital paulista, o atacado de tecido registrado tem Goiânia (255 estabelecimentos), Santa Cruz do Capibaribe (248), Caruaru (196), Itajaí (146), Toritama (102) e Fortaleza (95) nos primeiros lugares. As prefeituras de Goiânia, Belo Horizonte e Fortaleza, nas páginas consultadas, não descrevem rua ou bairro de tecido; nas quatro capitais a seguir, os números são do cadastro, atacado e varejo somados.
Goiânia. Metade do tecido registrado declara o Setor Campinas, não o bairro da Região da 44: 422 dos 821 registros (51%), sobretudo nas avenidas Minas Gerais (99) e São Paulo (92); no atacado, 138 dos 255. O Setor Norte Ferroviário, onde o site oficial do polo da 44 situa aquele comércio, tem 7.
Belo Horizonte. 66 dos 338 declaram o Barro Preto e 44 o Centro; a Rua dos Goitacazes lidera, com 40.
Fortaleza. 120 dos 449 declaram o Centro, com a Rua Major Facundo (25) e a Avenida Tristão Gonçalves (15) à frente; o Montese vem em 2º (40). A roupa pronta tem guias próprios, como o da José Avelino.
Rio de Janeiro. 63 dos 517 declaram o Centro, com a Rua Buenos Aires (21) e a da Alfândega (7), ruas do SAARA; Madureira tem 36. O Rio Comprido (53) aparece por causa de um endereço: 44 dos 45 registros da Rua Aristides Lobo estão no mesmo CEP.
As quatro capitais vendem, mas quase não tecem. No Cadastro Central de Empresas do IBGE de 2024, Goiânia tinha 4 unidades de tecelagem plana e 7 de malha; Fortaleza, 3 e 8; Belo Horizonte, 6 e 7; o Rio, 10 e 6.
Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama, no Agreste pernambucano, têm guias próprios. Em Minas, Igaratinga, que a busca liga ao tecido, tem 21 atacadistas e 72 varejistas de tecido e integra, pela Lei estadual 22.895/2018, o Polo da Moda e Confecção de Divinópolis, entre cujos objetivos está "fortalecer a cadeia produtiva do setor têxtil".
Onde o tecido é feito: Americana e vizinhas no sintético, Brusque e Guabiruba no algodão
Na CNAE, a tecelagem de tecido plano se divide pela fibra que predomina: algodão (13.21-9); linho, lã, seda e outras naturais (13.22-7); fibras sintéticas e artificiais, como poliéster e viscose (13.23-5). No IBGE de 2024, eram 1.482 unidades de tecelagem plana, com 72.194 pessoas, e nem todas fazem tecido de roupa: a tecelagem pode incluir cama, mesa e banho feitos nela mesma. O tecido de malha, outra classe (13.30-8), somava 1.243 unidades; o mapa dele está no guia do moletom, dono também da malha felpada, e no de Santa Catarina.
Americana (165), Brusque (119) e Santa Bárbara d'Oeste (94) lideram em unidades. O plano sintético é o mais concentrado: 366 das 565 unidades ficam no estado de São Paulo, e quatro vizinhas, Americana (124), Santa Bárbara d'Oeste (54), Nova Odessa (26) e Sumaré (26), somam 230. No algodão, Santa Catarina tem 256 das 733, com Brusque (94) e Guabiruba (49) à frente.
A Prefeitura de Americana conta que a cidade ganhou, por volta de 1930, o título de "Princesa Tecelã" e, no Inventário Turístico de 2024, a chama de "o maior polo de tecidos planos de fibras sintéticas e artificiais da América Latina"; a Assembleia Legislativa de SP, em 2008, falava em "um dos principais pólos". São textos sobre produção: nenhuma das páginas lidas descreve rua ou centro de compra de tecido, e o cadastro mostra 74 atacadistas e 123 varejistas de tecido espalhados pela cidade, sem rua com mais de 6. Em Brusque, são 79 e 72, parte deles nas rodovias Antônio Heil (25) e Ivo Silveira (10).
No cartão CNPJ, o código separa quem tece (classes 13.21 a 13.30) de quem revende (4641-9/01 ou 4755-5/01); veja como conferir o CNPJ. E o código de atacado não é o único sinal de quem vende em quantidade: a lista de ocupações do MEI traz o "comerciante de tecidos independente", do varejo, e nenhuma com o código do atacado (MEI para revender).
Metro, quilo, rolo ou peça: quem garante a medida
Nenhuma norma consultada obriga uma unidade de venda: metro, quilo, rolo ou peça é escolha do comércio. As estatísticas pesam: a pesquisa industrial do IBGE declara os itens de tecido em quilos ou toneladas, o Comex Stat usa o quilograma líquido, e a NCM separa o tecido de algodão pelo peso por metro quadrado, até 200 g/m² ou acima. Conta ilustrativa, nossa: um tecido de 200 g/m² com 1,50 m de largura pesa 300 g por metro, e 1 kg dele rende cerca de 3,3 m.
A régua de 1 m do balcão é o metro comercial rígido, que a Portaria Inmetro nº 604/2023, em vigor desde 1º/02/2024, descreve como medida "comumente utilizada no comércio para venda direta ao público de produtos a varejo, como fios, tecidos e outros produtos extensíveis". Ele passa por verificação inicial e por verificação periódica a cada doze meses e, aprovado, recebe a marca de verificação. A portaria diz não se aplicar aos demais tipos de medida de comprimento; nas fontes consultadas, não achamos regra sobre a fita métrica no balcão, nem para permitir nem para proibir.
Se a loja mede numa máquina com contador, vale a Portaria Inmetro nº 88/2021, que cita "peças de tecido": verificação anual, medição iniciada do zero e instrumento posicionado "de modo a permitir o acompanhamento da medição pelo comprador". Para tecido, a máquina deve dar o comprimento da peça "no estado relaxado e não amarrotado" e "sem nenhuma tensão aplicada".
Em 2021, o Ipem-SP orientou o consumidor a observar o selo de verificação e "acompanhar de perto a medição", e escreveu que o metro "não pode ser fixado no balcão, e muito menos marcado nele", orientação dele que não está no texto da Portaria 604. Tecido vendido por quilo passa pela balança, cuja regra está no guia do fardo. Para o rolo fechado com metragem de fábrica, não achamos regra específica nas portarias consultadas.
Para confeccionar: peça a gramatura no tecido e no documento de venda
A etiqueta do tecido vendido no comércio, com fabricante, origem, composição, cuidados e largura no núcleo ou na ourela, está em etiqueta de composição e em pedido mínimo e grade. Para o tecido que vai à indústria, vale o Capítulo XI da Portaria Inmetro nº 118/2021: o tecido "destinado à indústria de transformação" traz essas informações e mais a gramatura, "no produto e no documento de venda" (item 35), e retalhos e partes destinados à indústria também levam a gramatura (item 36).
A portaria não define "indústria de transformação" nem diz se a compra de uma costureira autônoma se enquadra, e as perguntas frequentes do Inmetro sobre tecidos, atualizadas em 08/04/2026, tratam só dos itens 32 a 34. Na CNAE, a confecção de roupa fica na seção das indústrias de transformação: o termo coincide, mas é classificação do IBGE, não definição do Inmetro. Se você compra para confeccionar, peça a gramatura na etiqueta e no documento de venda: o regulamento a prevê para o tecido destinado à indústria. Gramatura mínima, a portaria não fixa.
Retalho tem comércio próprio: 223 varejistas de tecido ativos trazem a palavra no nome fantasia. Para a sobra do corte, a Prefeitura de São Paulo abriu em outubro de 2025 o Ecoponto Têxtil, na Rua Cachoeira, 958 (Catumbi): funciona 24 horas, é gratuito e aceita só resíduo têxtil, como "roupas, cobertores e retalhos".
Preço, pedido mínimo e venda para CPF não aparecem em nenhuma fonte oficial consultada: são regra de cada fornecedor. A conta está em preço de venda e margem de lucro; a compra sem CNPJ, em fornecedor que vende para CPF.
O tecido importado: China no plano e na malha, Paraguai na malha
Pelo Comex Stat, o Brasil importou em 2025 US$ 1,06 bilhão FOB em tecido plano, 392,5 mil toneladas de 65 países, e US$ 439,3 milhões em tecido de malha, 199,5 mil toneladas de 44 países. A China respondeu por 84,7% do valor do plano e por 88,7% do da malha. No plano, seguem Índia (4,5%) e Paquistão (1,6%); na malha, o Paraguai, com 6,2%. Plano e malha são agrupamentos nossos pelas posições de tecido da NCM, sem fibra, fio, feltro, TNT, renda nem têxtil técnico.
Em 2026, os dois tomaram caminhos opostos. De janeiro a agosto, a importação de tecido plano caiu 10,7% em valor (US$ 616,6 milhões, contra US$ 690,5 milhões no mesmo período de 2025), e a de malha subiu 22,3% (US$ 352,0 milhões, contra US$ 287,8 milhões), com o Paraguai em 7,6%. É dado parcial e revisável, e a fonte não explica a causa.
Três cuidados na leitura. FOB é o valor da mercadoria no embarque, sem frete, seguro nem imposto: não é preço de atacado. Pelo manual da estatística, a importação conta no desembaraço, pelo país de origem da mercadoria, e a bagagem fica fora: o Paraguai do Comex é importação formal, não compra de viajante (comprar no Paraguai para revender). E nenhum número aqui inclui imposto, que está em alíquota por NCM e em importar da China.
lei, decreto, portaria, órgão público e estatística oficial
Tricoline, oxford, linho: o nome da loja e o nome da norma
A NCM vigente descreve tecido por fibra, ligamento e peso ("em ponto de tafetá", "em ponto sarjado", g/m²) e só em poucos casos usa nome de mercado, como Denim e veludo. Nas 15.156 entradas da tabela, tricoline, oxford, popeline, cetim, gabardine, crepe, voile, chiffon, percal e organza não aparecem nenhuma vez. No catálogo da ABNT, cujas normas são voluntárias, há terminologia de estrutura, como a NBR 12546:2017, dos ligamentos fundamentais de tecidos planos, e a NBR 13462:1995, da malha por trama; a busca por "tricoline" não devolve norma, e a por "oxford" só traz normas estrangeiras sem relação com tecido. Nas fontes oficiais consultadas, tricoline e oxford não têm definição.
O Inmetro define a fibra, e é pelo nome dela que a composição sai na etiqueta. Pela Portaria 118, linho é a "fibra proveniente do líber do talo do linho (Linum usitatissimum)", viscose é "fibra de celulose regenerada", e poliamida, poliéster e elastano têm definição química. A composição usa esses nomes, em percentual de massa, em ordem decrescente e sem abreviatura, e as informações obrigatórias têm de ser "verídicas". É isso que o regulamento garante: um tecido vendido como linho que seja de viscose e poliéster terá de dizer viscose e poliéster na composição.
O tecido de linho pela fibra aparece na importação: a NCM separa o que tem pelo menos 85% de linho do que tem menos, e a posição somou US$ 20,7 milhões em 2025, 87% da China. Na compra, decida pela composição, não pelo nome; poliamida e suplex em legging estão em moda fitness.
Transparência: alguns links deste site podem ser de parceria — comprando por eles, o site pode receber comissão, sem custo extra pra você. A apuração não muda: ficha com data e fonte, com ou sem parceria.
Perguntas frequentes
Nenhuma fonte oficial que consultamos dá esse título a uma rua, e o projeto Ruas Temáticas da Prefeitura de São Paulo não tem rua de tecido. O que existe é o cadastro de CNPJ da Receita (base de 12/09/2026): somando atacado e varejo de tecido ativos, lideram no Brás as ruas Almirante Barroso (179), João Boemer (128), Major Marcelino (121), Rio Bonito (105) e Joli (89). É registro, que não prova loja de porta aberta. A Joli abrigou uma tecelagem de seda tombada em 2018, e a resolução do tombamento não liga aquela fábrica ao comércio de tecido de hoje.
Pelo cadastro da Receita (base de 12/09/2026), no Setor Campinas, e não na Região da 44. Dos 821 estabelecimentos ativos de atacado ou varejo de tecido da cidade, 422 declaram o Setor Campinas, sobretudo nas avenidas Minas Gerais e São Paulo; no atacado, são 138 dos 255. O Setor Norte Ferroviário, bairro da 44, tem 7. Nenhuma fonte oficial consultada descreve Campinas como área de tecido. E Goiânia quase não tece: o IBGE contou ali, em 2024, só 4 unidades de tecelagem plana e 7 de tecido de malha.
A regra é do Inmetro. O metro comercial rígido, a régua de 1 m do balcão, segue a Portaria Inmetro nº 604/2023, com verificação inicial, verificação a cada doze meses e marca de verificação quando aprovado. A máquina com contador segue a Portaria nº 88/2021, com verificação anual, medição iniciada do zero e o instrumento posicionado para o comprador acompanhar. O Ipem-SP orientou em 2021 a conferir o selo e acompanhar a medição. Não achamos, nas fontes consultadas, regra sobre a fita métrica no balcão, nem para permitir nem para proibir.
No tecido destinado à indústria de transformação, sim. O Capítulo XI da Portaria Inmetro nº 118/2021 manda informar a gramatura no produto e no documento de venda, além de fabricante, origem, composição, cuidados e largura; retalhos e partes destinados à indústria também levam a gramatura. A portaria não define o termo, não diz se a compra de uma costureira autônoma se enquadra e não fixa gramatura mínima. Se você compra para confeccionar, peça a gramatura na etiqueta e no documento de venda.
Nas fontes oficiais consultadas, não. Os dois nomes não aparecem nenhuma vez nas 15.156 entradas da NCM vigente, que descreve tecido por fibra, ligamento e peso; no catálogo da ABNT, a busca por tricoline não devolve norma, e a por oxford só traz normas estrangeiras sem relação com tecido. No regulamento de etiquetagem, o Inmetro define as fibras, não os tecidos, e a etiqueta tem de trazer a composição pelo nome da fibra, em percentual. Na compra, vale a composição, não o nome.
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Brasil, Paraguai e China — onde a mercadoria vem, com o que dá pra provar: cada ficha com data e fonte.
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