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Vista de cima de peças dobradas ao lado de pacote embalado em plástico transparente, etiqueta de papel kraft, novelo de barbante e pedaços de papelão sobre fundo claro
Polos de calçado · Brasil

Calçados no atacado: os polos brasileiros, do gigante à oficina

O ranking de tamanho responde à pergunta errada. Quem compra calçado em lote pequeno não precisa saber qual polo faz mais pares — precisa saber quantas fábricas existem lá dentro. Sobral produziu 123,8 milhões de pares em 2025 com nove empresas; Nova Serrana produziu 49,5 milhões com mais de 706 estabelecimentos. Os dois números são da mesma fonte, e a distância entre eles é o que define para quem cada polo vende.

Neste artigo

Procurar "o maior polo de calçados do Brasil" devolve uma resposta que não serve para quem vai comprar. Maior em quê — em pares produzidos, em número de fábricas, em emprego, em dólares exportados? Cada recorte aponta para uma cidade diferente, e o recorte que quase todo texto usa, o de volume, é justamente o que menos diz sobre a chance de alguém atender um pedido pequeno.

O dado que responde a essa pergunta existe, é público e quase nunca aparece: quantos estabelecimentos há dentro de cada polo. É ele que separa um parque de pouquíssimas plantas industriais de um aglomerado de centenas de oficinas. São modelos de negócio diferentes, não graus da mesma coisa — e a lógica é a mesma que separa os dez polos de roupa lado a lado.

A resposta curta

A Abicalçados atribui a Sobral (CE) 123,8 milhões de pares em 2025, produzidos por 9 empresas, e a Nova Serrana (MG) 49,5 milhões, produzidos por mais de 706 estabelecimentos (Abicalçados, acesso em 21/08/2026). Volume não é sinônimo de porta aberta. Quem compra em lote pequeno tem que olhar a segunda coluna, não a primeira.

Nove fábricas ou setecentas oficinas: o contraste que decide a viagem

Os números abaixo são todos do mesmo lugar — o relatório anual da Abicalçados, associação patronal do setor, na edição Brasil 2026. Pares se referem a 2025; a contagem de empresas, a 2024. A última coluna não está na publicação: é conta do site sobre os dois valores dela.

polopares em 2025estabelecimentospares por estabelecimento
Sobral (CE)123,8 milhões9~13,8 milhões
Campina Grande (PB)110,9 milhões56~2 milhões
Vale do Rio dos Sinos (RS)79,6 milhões670~119 mil
Montes Claros (MG)76,6 milhõesnão publicado na ficha
Nova Serrana (MG)49,5 milhõesmais de 706~70 mil
Birigui (SP)13,1 milhões366~36 mil
Franca (SP)12,9 milhões800~16 mil
Jaú (SP)7,7 milhões163~47 mil

A distância entre a primeira e a última linha da coluna da direita é de mais de oitocentas vezes. Um polo em que cada empresa despacha milhões de pares por ano opera com programação industrial longa; um polo em que a média fica na casa das dezenas de milhares convive com fábrica pequena. Isso não é promessa de que alguém vá vender trinta pares a quem chegar: nenhuma fonte pública diz isso. É indício de estrutura, e é o único indício com fonte.

A linha de Montes Claros fica declarada como lacuna, e não estimada: a ficha do relatório diz que o polo, "apesar de ser o mais representativo do estado em termos de pares produzidos, é menos expressivo em número de empresas e valores exportados", mas não publica ali a contagem. O recorte mineiro tem guia próprio, sobre como comprar calçado em Nova Serrana.

O ranking em pares é da entidade do setor — e vem qualificado

Vale saber de onde saem esses milhões. A Abicalçados se apresenta como "a entidade oficial do calçado brasileiro", fundada em 1983, com sede em Novo Hamburgo (RS), representando um setor de cerca de 5,3 mil empresas e um quadro associativo que responde por mais de 65% da produção nacional. É a melhor série setorial disponível e, ao mesmo tempo, dado de parte interessada: quem publica é quem representa o setor medido.

Os superlativos dela vêm com o recorte colado, e convém repetir o recorte junto. Sobral é descrito como "o maior polo produtivo da indústria calçadista, em termos de pares produzidos". Campina Grande, como "o segundo maior polo produtivo do Brasil, em termos de volume de produção", com 110,9 milhões de pares saídos de 56 estabelecimentos. O Vale do Rio dos Sinos é chamado de "o principal polo exportador do segmento, em termos de dólares", com US$ 326,9 milhões em 2025.

Na ordem por pares produzidos em 2025, a sequência é Sobral (123,8 milhões), Campina Grande (110,9), Vale do Rio dos Sinos (79,6), Montes Claros (76,6) e Nova Serrana (49,5). Nova Serrana é a quinta — e a leitura importa porque o polo mineiro é frequentemente publicado como o maior do país. O que a Abicalçados de fato lhe atribui é uma liderança estadual e qualificada: "o principal polo produtivo de calçados de Minas Gerais, considerando sua preponderância em número de empresas". Dentro do próprio estado ela também não lidera em volume: o relatório dá 55,4% da produção mineira a Montes Claros e 35,8% a Nova Serrana em 2025.

O quadro tampouco é estático. O Vale do Rio dos Sinos caiu de 81,0 milhões de pares em 2023 para 79,6 em 2025, com o emprego indo de 32,5 mil para 29,5 mil, e Nova Serrana perdeu emprego no mesmo período (18,4 mil para 17,3 mil). Birigui foi o único polo do Sudeste a crescer em 2025, com alta de 8,3%.

O que o IBGE conta: Franca é o município número 1 do país

Trocando de fonte, troca-se de resposta. O Cadastro Central de Empresas do IBGE publica, na tabela 9528 do SIDRA, o número de unidades locais por município e por classe da CNAE. No grupo 15.3, "Fabricação de calçados", o quadro de 2024 é este (IBGE/SIDRA, acesso em 21/08/2026):

municípiounidades locais em 2024série 2022 → 2024
Franca (SP)1.3621.566 → 1.362
Nova Serrana (MG)856751 → 856
Birigui (SP)549514 → 549
Sapiranga (RS)395394 → 395
Novo Hamburgo (RS)374415 → 374
Jaú (SP)342340 → 342
Campina Grande (PB)8282 → 82

Levantando a mesma variável para os 5.570 municípios do país, nenhum registra mais unidades locais de fabricação de calçado que Franca em 2024 — o levantamento é do site sobre a tabela do IBGE, e a ordem que sai dele é Franca, Nova Serrana, Birigui, Sapiranga, Novo Hamburgo, Jaú e Igrejinha (RS), com 290. A série também não é estática: Franca perdeu cerca de 13% das unidades entre 2022 e 2024 enquanto Nova Serrana ganhou cerca de 14%, e o Brasil inteiro caiu de 9.963 para 9.529.

Duas advertências antes de usar esses números. "Unidade local" não é fábrica nem empresa: é o endereço onde a empresa opera, e uma empresa pode ter vários. E o IBGE omite células com marcação "X" quando há menos de três informantes, para não permitir identificar empresa individual — a legenda está publicada na descrição da própria tabela (IBGE/SIDRA, acesso em 21/08/2026). É o que acontece com o pessoal ocupado por classe em Campina Grande e Sapiranga. Essas células ficam em branco aqui de propósito: reconstruí-las por subtração é exatamente o que a omissão existe para impedir — e a omissão, por si, já diz algo sobre concentração.

Cada polo faz uma coisa, e isso está no dado oficial

O IBGE classifica calçado por material, nunca por público. Nessa chave, a especialização de cada polo aparece sem depender de release.

Franca é couro: 1.276 das 1.362 unidades locais de 2024 estão na classe de calçados de couro — 93,7% do município, e 20,1% de tudo o que o Brasil tem nessa classe (contas do site sobre valores do IBGE). Nova Serrana é tênis: 182 das 306 unidades locais do país na classe de tênis de qualquer material, ou 59,5%; contando os 19 municípios do polo pela definição da Abicalçados, são 209 das 306, isto é, 68,3%. Campina Grande é sintético: dos 8.494 ocupados no grupo em 2024, 6.976 estão na classe de calçados de material sintético. Birigui divide sintético e "outros materiais"; Jaú tem 220 unidades em couro e 101 em sintético; Sapiranga é couro, com 363 de 395.

Novo Hamburgo pede cuidado na leitura. Em valores absolutos, o município tem mais calçado montado do que componente: 374 unidades locais de calçado contra 152 de partes para calçados. O que muda é o peso nacional. Aquelas 152 unidades são 7,9% de todas as unidades de partes do Brasil (1.923), enquanto as 374 são 3,9% das de calçado (9.529); em pessoal ocupado a diferença é maior, 8,0% contra 2,0%. Ou seja, Novo Hamburgo pesa muito mais no mapa nacional de componentes do que no de calçado pronto — e componente é solado, salto, palmilha, cabedal cortado: insumo de indústria, não peça de revenda.

O recorte por público sai de uma fonte só, e é da entidade. A Abicalçados informa que São Paulo tem "predominância de calçados masculinos no polo de Franca; de calçados infantis no polo de Birigui; e de calçados femininos no polo de Jaú". A CNAE não classifica assim, então o IBGE nem confirma nem desmente. Quem monta vitrine misturando categorias encontra a mesma lógica de especialização em óculos de sol no atacado e em bijuteria e semijoia.

"Polo" não significa a mesma coisa em cada fonte

Aqui mora o erro que produz ranking torto. Na contabilidade da Abicalçados, polo é um arranjo produtivo local, ou seja, um conjunto de municípios: o de Nova Serrana são 19, o de Birigui são 12, o de Campina Grande são 6 e o do Vale do Rio dos Sinos são 13 — com Novo Hamburgo e Sapiranga dentro do mesmo polo, e não como dois polos separados. Já os polos de Franca e de Jaú são formados por um único município cada.

O IBGE, na tabela 9528, só oferece recorte por município. Resultado prático: "706 empresas em Nova Serrana" (19 municípios) ao lado de "800 empresas em Franca" (um município) parece uma comparação e não é — as réguas têm tamanhos diferentes. Por município isolado, Franca está mesmo na frente, e o dado do IBGE confirma.

As duas contagens também divergem porque medem universos distintos, e isso não é erro de ninguém. Unidade local é endereço de operação; a nota de rodapé da Abicalçados diz "empresas com ao menos 1 funcionário", com fonte na RAIS. Por isso Franca aparece com 1.362 num lugar e 800 no outro. Quando um texto publica um número único de fábricas sem dizer de qual conta ele saiu, o número perdeu o significado.

Há ainda uma armadilha de tabela de emprego. No ranking de municípios que mais empregaram na indústria calçadista em 2025, o primeiro lugar é de Horizonte (CE), com 14,4 mil postos, seguido de Nova Serrana (12,9 mil), Franca (11,8 mil), Sobral (10,5 mil) e Campina Grande (9,1 mil), em dados de RAIS e Novo Caged coletados em fevereiro de 2026. Horizonte não é um polo: é um dos municípios que a própria Abicalçados coloca dentro do polo de Fortaleza. Colocá-lo numa lista ao lado de Franca cria um polo que não existe — o mesmo cuidado que se toma com rua e galeria dentro do Brás.

A etiqueta virou obrigatória — e o prazo que circula está errado

Em 19 de agosto de 2025, o Inmetro aprovou o Regulamento para Etiquetagem de Calçados pela Portaria nº 459, publicada no Diário Oficial da União de 20/08/2025 e em vigor desde a publicação (Inmetro, acesso em 21/08/2026). A etiqueta de composição já existia como norma técnica desde 2018, de uso voluntário; a portaria é o que a tornou obrigatória.

O ponto em que quase todo o conteúdo indexado está desatualizado é o prazo. A redação original do art. 11 dizia que fabricantes e importadores só poderiam fornecer calçado em conformidade a partir de 31 de julho de 2026. Essa data foi retificada: o DOU de 16 de março de 2026, Seção 1, Edição 50, página 79, publicou o "leia-se" trocando o marco para 31 de dezembro de 2026. A íntegra oficial no sistema de legislação do Inmetro traz a redação nova entre aspas, com a nota da retificação. Textos de imprensa, blog e fornecedor de etiqueta seguem repetindo julho — e, como hoje é 21 de agosto de 2026, escrever que "o prazo já venceu" é erro factual.

E o prazo que interessa a quem revende é outro, mais longo. O art. 12 estabelece que, a partir de 31 de dezembro de 2027, os estabelecimentos que exercerem atividade de distribuição ou de comércio devem vender somente calçados em conformidade. O prazo maior existe para escoar estoque, não para isentar ninguém — e a portaria alcança expressamente "o comércio físico e eletrônico".

Duas datas, dois papéis: a partir do fim de 2026 o par que chegar do fabricante já deve vir conforme; a sua obrigação de só vender conforme começa um ano depois. Quem organiza compra por pedido mínimo, grade e sortido tem aí mais um item para conferir na entrada.

Fontes oficiais e primárias

lei, decreto, portaria, órgão público e estatística oficial

Fontes do próprio empreendimento

site, FAQ e material de quem administra o lugar — é declaração do interessado

O que a etiqueta traz, quem responde e quanto custa errar

A portaria não enumera as partes do calçado. O art. 7º exige informações relativas a "fornecedor, país de origem, composição dos materiais predominantes, tamanho e elementos que possibilitem sua identificação única e inequívoca", e o art. 2º manda seguir a norma ABNT NBR 16679, "Calçados — Etiqueta de composição". A lista de "cabedal, forro, palmilha e solado" que aparece em muitos textos não está no texto da portaria.

Aqui vai uma lacuna declarada: o conteúdo literal da NBR 16679 não entra neste guia porque a norma é paga. A ficha pública do catálogo da ABNT registra publicação em 20/07/2018, confirmação em 23/10/2023, situação em vigor, 10 páginas e preço de R$ 104,70 (ABNT, acesso em 21/08/2026). Abicalçados e sindicatos do setor informam ceder cópia a associados. Descrever o pictograma da norma sem lê-la seria inventar.

Há um dispositivo que atinge em cheio quem revende com marca própria. O art. 3º exige identificação única na embalagem no padrão GTIN, e o § 2º diz que a alocação desse código é feita "pelo proprietário da marca [...] seja ele o fabricante nacional ou estrangeiro, o importador, o atacadista, o varejista, ou qualquer parte que opte por assumir a responsabilidade pelas declarações de um item comercial". Quem compra no polo e revende com a marca do fabricante não assume esse papel; quem carimba a própria marca, sim — e isso entra na conta antes de calcular o preço de venda.

Nem todo calçado entra na regra: o art. 5º, § 2º exclui calçado usado, calçado de brinquedo, calçado de segurança ou de proteção individual, ortopédico com finalidade corretiva e amostra sem finalidade comercial. Exclusão significa "não entra neste regulamento", não "não tem regra" — equipamento de proteção individual, por exemplo, tem regime próprio de certificação.

Quanto à sanção, a portaria não fixa valor: o art. 9º remete à Lei nº 9.933/1999, cujo art. 9º, na redação dada pela Lei nº 12.545/2011, prevê multa de R$ 100,00 a R$ 1.500.000,00, ao lado de advertência, interdição, apreensão, inutilização e suspensão ou cancelamento de registro (Planalto, acesso em 21/08/2026). A graduação é do Inmetro. Nada disso substitui o documento da compra: a nota fiscal da revenda segue sendo o que prova a origem do par, e quem ainda vai abrir CNPJ encontra o caminho em MEI para revender.

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Transparência: alguns links deste site podem ser de parceria — comprando por eles, o site pode receber comissão, sem custo extra pra você. A apuração não muda: ficha com data e fonte, com ou sem parceria.

Perguntas frequentes

Depende da métrica, e é por isso que a pergunta não tem resposta única. Em pares produzidos, a Abicalçados descreve Sobral (CE) como "o maior polo produtivo da indústria calçadista, em termos de pares produzidos", com 123,8 milhões de pares em 2025. Em número de estabelecimentos de fabricação, o dado é do IBGE e aponta outro lugar: no Cadastro Central de Empresas de 2024, Franca (SP) registrava 1.362 unidades locais no grupo de fabricação de calçados, contra 856 de Nova Serrana. Superlativo de calçado sempre vem com um "em quê" colado — quando o texto não diz qual, ele está escondendo o recorte.

Porque são modelos industriais diferentes, não tamanhos diferentes da mesma coisa. Pelos números da Abicalçados para 2025, cruzados com a contagem de empresas de 2024 da mesma publicação, Sobral tem média de cerca de 13,8 milhões de pares por empresa, enquanto Nova Serrana fica perto de 70 mil e Franca perto de 16 mil (contas do site sobre os dois valores publicados). Poucas plantas de escala industrial trabalham com programação de produção longa e clientes grandes; centenas de fábricas pequenas convivem com pedido menor. Nenhuma das duas fontes publica regra de venda, então o modelo produtivo é indício, não garantia.

Nova Serrana, com folga, e isso aparece no dado oficial e não só no discurso. No Cadastro Central de Empresas de 2024, o município tinha 182 das 306 unidades locais do país na classe de fabricação de tênis de qualquer material — cerca de 6 em cada 10. Somando os 19 municípios que a Abicalçados considera parte do polo, chega-se a 209 das 306, ou 68,3% (contas do site sobre valores publicados pelo IBGE). É concentração de estabelecimentos, não de pares produzidos nem de faturamento: são coisas diferentes e o IBGE não publica as duas juntas.

Quem só revende não etiqueta, mas responde. A Portaria Inmetro 459/2025 coloca "os demais integrantes da cadeia produtiva e de fornecimento, incluindo o comércio físico e eletrônico" no dever de preservar a integridade do produto e das informações obrigatórias — na prática, não arrancar nem substituir a etiqueta do par recebido. O prazo em que distribuição e comércio passam a só poder vender calçado em conformidade é 31 de dezembro de 2027, pelo art. 12. O prazo mais curto, de 31 de dezembro de 2026, é o do art. 11 e alcança fabricantes e importadores.

A subclasse do varejo de calçado é a 4782-2/01 — Comércio varejista de calçados, na consulta oficial do IBGE/CONCLA, que a descreve como o comércio varejista de "calçados de qualquer material" e lista tênis, sandálias, chinelos, tamancos e sapatênis. Bolsa, mala e valise não entram nela: ficam na subclasse vizinha 4782-2/02. E roupa de couro é outro ramo ainda, na classe 47.81-4. Quem vende calçado e roupa precisa das duas. A CNAE do IBGE é classificação estatística; o enquadramento fiscal segue o que consta no cadastro da Receita e o que a legislação tributária diz do código.

Não existe fonte pública que responda a isso, e é honesto dizer. A varredura por orientação de prefeitura, sindicato patronal ou entidade setorial não devolveu nenhuma regra publicada sobre exigência de CNPJ ou pedido mínimo em compra de calçado no atacado — o que faz sentido, porque é decisão comercial de cada fábrica e não norma. Tudo o que circula com aparência de regra ("de tantos a tantos reais", "a maioria exige CNPJ") vem de blog e de página de loja, sem fonte por trás. A única conduta correta é perguntar a cada fábrica antes de viajar.

Jeff Bruno

Jeff Bruno

Editor responsável do Atacado Modas. Gerente de e-commerce há 5 anos em uma grande operação de varejo, passou anos comprando no Paraguai para revender e hoje lida com importação da China na operação onde trabalha. Aqui escreve o que dá para provar: toda ficha sai com data e fonte. Curitiba/PR.

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