Pular para o conteúdo
AtacadoModas
Atacado Modas
Início
Moedas de um real espalhadas sobre notas de cem reais
Começando · Capital inicial

Quanto preciso para começar a revender roupas?

A resposta honesta é: depende do modelo que você escolher. Este guia abre os cinco caminhos, o que cada um exige de capital e quais custos quase ninguém coloca na conta.

Neste artigo

Você provavelmente já viu promessa de “comece com R$100”. Também já viu gente dizendo que “abaixo de R$5.000 não dá”. As duas respostas estão erradas pelo mesmo motivo: elas ignoram que existem modelos diferentes de revenda, e cada um tem uma necessidade de capital completamente distinta.

A resposta curta

Não existe valor mínimo para começar: “comece com R$100” e “abaixo de R$5.000 não dá” erram igual, porque o capital é definido pelo modelo. Encomenda e dropshipping exigem quase nada (o dinheiro do cliente financia a compra); sacoleira pede capital baixo; loja online é médio e ainda precisa de verba para trazer visitante; loja física é o maior. Some o que existe independentemente do lote: o DAS do MEI é fixo (R$ 81,05 de INSS, mais R$ 5,00 de ISS e R$ 1,00 de ICMS em 2026, teto de R$ 81.000,00 ao ano) e o marketplace desconta de 10% a 19% da venda. Decide a divisão, não o total: mercadoria nunca leva 100% — tem de sobrar reserva de reposição (apurado em 12/08/2026).

Os cinco modelos e o que cada um exige

ModeloCapitalMargemRisco de estoque
Por encomenda Muito baixo Média Nenhum
Dropshipping Muito baixo Baixa Nenhum
Sacoleira / venda direta Baixo Alta Baixo
Loja online própria Médio Alta Médio
Loja física Alto Alta Alto

1. Venda por encomenda

Você mostra o catálogo, o cliente escolhe e paga, e só então você compra a peça. É o modelo com menor exigência de capital que existe de verdade — o dinheiro do cliente financia a compra.

Custa pouco, mas cobra em outra moeda: prazo. O cliente espera mais, e prazo longo derruba conversão. Funciona melhor com público próximo, que confia em você.

2. Dropshipping

Você anuncia, o cliente compra e o fornecedor envia direto para ele. Capital inicial mínimo, mas a margem é a menor de todas e você não controla prazo, embalagem nem qualidade — e é o seu nome que leva a reclamação.

3. Sacoleira e venda direta

O caminho clássico: você compra um lote pequeno, vende para o círculo próximo, no WhatsApp e no Instagram, e reinveste. Capital baixo, margem alta e ciclo rápido — por isso é o modelo mais recomendado para quem está começando de fato. O canal que sustenta esse modelo é o WhatsApp, e ele tem uma limitação que quase ninguém conhece antes de esbarrar nela: quem não tem o seu número salvo não recebe a sua lista de transmissão nem vê o seu status. Quem quer entrar com o menor valor por peça costuma olhar também o fardo por quilo, que baixa o custo unitário e sobe o trabalho de triagem.

4. Loja online própria

Exige estoque, plataforma, fotos e — o ponto que quase ninguém antecipa — investimento para trazer visitante. Loja pronta não recebe visita sozinha. É um erro comum abrir loja cedo demais, antes de existir demanda que justifique. O atalho para o público já pronto é o marketplace, que traz o visitante junto — e cobra por isso, em percentual sobre a venda e em custo fixo por unidade. Os números que as próprias plataformas publicam estão logo abaixo, em o que o marketplace desconta de cada venda.

5. Loja física

Aluguel, reforma, ponto, estoque cheio o ano inteiro e custo fixo que corre mesmo em mês fraco. É o modelo de maior capital e maior risco — raramente é por onde se começa.

O erro de escolha mais caro

Muita gente escolhe o modelo pelo que parece mais profissional, não pelo capital que tem. Abrir loja online com o dinheiro que mal cobre o primeiro estoque deixa você com plataforma contratada, poucas peças e nenhuma verba para anunciar — três problemas ao mesmo tempo.

Os custos que quase ninguém coloca na conta

A maior parte das pessoas calcula só o valor das peças — e é aí que a conta engana. O custo real de operar inclui:

  • Deslocamento e hospedagem se você for comprar em outro estado — ou o frete de entrada, se comprar à distância.
  • Frete de vinda da mercadoria, quando não dá para carregar.
  • Embalagem — saco, etiqueta, lacre. Parece centavos, mas multiplica por peça.
  • Frete de envio ao cliente, quando não é ele quem paga.
  • Taxa do canal — marketplace cobra percentual sobre cada venda e, dependendo do preço da peça, também um custo fixo por unidade.
  • Taxa de pagamento — cartão e parcelamento comem parte do valor.
  • Imposto, quando você já opera com CNPJ — e dá para começar sem ele, com as limitações que isso traz.
  • Devolução — a peça que volta paga frete de novo, e nem sempre por conta do cliente.
  • Perda — peça que não vende, some, volta com defeito ou precisa ser queimada em promoção.
  • Reposição — e este é o mais esquecido de todos.

Somar tudo isso e chegar ao preço que ainda deixa margem é uma conta própria, e é onde a maioria erra: como calcular o preço de venda sem descobrir o prejuízo no fim do mês. Errar para cima também cobra, e a fatura chega em forma de cliente dizendo que achou caro.

Viajar é capital que não vira peça na arara

Passagem, hospedagem e os dias fora saem do mesmo dinheiro que compraria mercadoria — e são custo fixo: existem igual se você levar 30 peças ou 300. Comprar à distância troca esse custo fixo por frete, que é proporcional ao tamanho do pedido. Para quem está começando com pouco, essa troca costuma liberar capital para o que realmente gira. Entre os dois extremos existe a excursão de compras, que empacota transporte e volta da mercadoria num valor só — e existe ir por conta própria ao Brás ou ao Bom Retiro, cada um com uma lógica própria de preço e de pedido mínimo. Como comprar do polo sem sair de casa →

Reposição: o capital que precisa sobrar

Se você gasta 100% do capital no primeiro pedido e vende metade rápido, você não tem dinheiro para repor justamente o que estava vendendo — porque o restante está parado nas peças que não saíram. Reservar parte do capital para a segunda compra não é conservadorismo, é o que mantém o giro vivo.

O que o marketplace desconta de cada venda

Entre todos os custos acima, o do canal é o que mais surpreende quem está fazendo a primeira conta — porque não é um número só. Em marketplace existem duas cobranças diferentes: um percentual sobre o valor da venda e, dependendo do preço da peça, um custo fixo por unidade. O percentual pesa no ticket alto; o custo fixo é o que destrói o ticket baixo. Os números abaixo são os que as próprias plataformas publicam em página aberta, na data da apuração.

Mercado Livre: tarifa por tipo de anúncio

A Central de Aprendizagem do Mercado Livre (acesso em 12/08/2026) informa que, no anúncio Clássico, a tarifa varia entre 10% e 14% do valor da venda e não inclui a opção de parcelamento em até 12 vezes sem juros para o comprador. Já o Premium tem tarifa entre 15% e 19%, com mais visibilidade e a possibilidade de parcelar em até 12x sem juros.

Tipo de anúncioTarifa sobre a vendaParcelamento em 12x sem juros
Clássico Entre 10% e 14% Não incluído
Premium Entre 15% e 19% Incluído, com mais visibilidade

Além da tarifa existe o custo fixo por unidade — e é aqui que a peça barata vira armadilha. A mesma fonte informa que produto com valor menor que R$ 12,50 paga custo fixo equivalente a 50% do valor da unidade, além do percentual correspondente à categoria; o exemplo publicado pela própria plataforma é uma venda de R$ 8 que paga R$ 4 de custo fixo. Entre R$ 12,50 e R$ 79 o custo fixo se divide em três faixas de preço, e acima de R$ 79 não existe custo fixo (acesso em 12/08/2026).

Preço do anúncioCusto fixo por unidade
Abaixo de R$ 12,50 50% do valor da unidade, além do percentual da categoria
Entre R$ 12,50 e R$ 79 Três faixas de preço — os valores de cada faixa não são informados na página consultada
Acima de R$ 79 Não há custo fixo

Duas coisas mexem nessa conta, uma para cada lado. A favor: quando o vendedor escolhe oferecer frete grátis é possível que a tarifa caia e, principalmente em compras acima de R$ 120, parte dos custos de envio seja subsidiada pela plataforma. Contra: o portal de desenvolvedores do Mercado Livre (acesso em 12/08/2026) registra que a taxa de venda é sempre uma porcentagem do preço, definida pela categoria do produto, e que o custo fixo já não é calculado apenas em função do preço, mas também segundo o tipo de logística e o modo de envio que o vendedor usa. Ou seja: dois anúncios com o mesmo preço podem sair com custos diferentes conforme a logística escolhida.

O número que não conseguimos apurar

A tarifa específica da categoria de moda não sai em página aberta. As páginas de ajuda que trariam a tabela por categoria recusaram a leitura na data da apuração, e o percentual exato só aparece no simulador de custos dentro da conta de vendedor. Por isso esta página publica a faixa — 10% a 14% no Clássico, 15% a 19% no Premium — e não um número cravado para roupa. Antes de precificar, abra o simulador da própria plataforma com a sua categoria e o seu preço.

Shopee: o que os termos dizem — e o que eles não dizem

Na Shopee, os Termos de Serviço publicados na Central de Ajuda (acesso em 12/08/2026) confirmam a existência da Tarifa de Marketplace, aplicada sobre cada pedido concluído — com exceção de pedidos cancelados e de devolução ou reembolso feitos conforme as políticas da plataforma — e deixam claro que o pagamento dessa tarifa é de responsabilidade exclusiva do vendedor. A base de cálculo é o valor total do pedido, excluindo o frete que o comprador tiver pago e os descontos de cupons gerados pelo próprio vendedor.

Os mesmos termos reservam à plataforma o direito de alterar tarifas e condições comerciais a qualquer momento, com o compromisso de publicar a mudança com 10 dias corridos de antecedência. Na prática, taxa de marketplace não é número que se anota uma vez: é variável a reconferir antes de cada remarcação de preço.

Há ainda um detalhe que pega quem está começando: se houver diferença entre o peso ou as dimensões declaradas pelo vendedor e os reais, a Shopee pode ajustar esses valores para recalcular a taxa de envio. Declarar peso “por baixo” para o frete parecer menor no anúncio não sobrevive ao primeiro pacote pesado no centro de triagem.

O que esta página não publica sobre a Shopee

O percentual de comissão do vendedor e a taxa fixa por item não entram aqui. Esses números circulam em blogs, mas a página oficial que os exibiria é uma aplicação que exige login de vendedor e devolve conteúdo vazio à leitura pública. Vale um alerta extra: um artigo da Central de Ajuda sobre “comissionamento” aparece na busca como se fosse a tabela do vendedor, mas trata do programa de afiliados — usar aqueles percentuais como custo de venda é erro grosseiro de precificação. Enquanto não houver fonte primária legível, esta página fica sem número, e a orientação é abrir a calculadora dentro da sua própria conta.

Frete e embalagem: o custo que você não pesou

O outro custo que costuma estourar a planilha é o envio, e a razão é simples: quase todo mundo calcula frete pelo peso da peça, e não é assim que a conta é feita. Os Correios (acesso em 12/08/2026) informam que o valor da postagem varia conforme o peso e as localidades de origem e destino, acrescido dos produtos adicionais eventualmente contratados — e que há aplicação de precificação cúbica, ou seja, o preço considera também as dimensões do volume. Roupa é leve e volumosa: um casaco mal dobrado pode custar mais para enviar do que a balança sugere.

Também não existe tabela pública de preço por faixa de peso — a página oficial oferece apenas os simuladores, que exigem CEP de origem e de destino. Quem anuncia com frete estimado de cabeça acaba financiando o envio do próprio cliente sem perceber.

Regra de postagemO que os Correios informam
Peso máximo (SEDEX e PAC) 30 kg
Exceção de peso no PAC 50 kg físicos, apenas em âmbito estadual, para clientes com contrato e mediante viabilidade operacional
Maior dimensão do pacote (C, L ou A) 100 cm
Soma das dimensões (C + L + A) 200 cm
Tentativas de entrega Até três, com devolução ao remetente quando não entregue

Para postar, a mesma fonte lista o que precisa ir junto: documento de identificação do remetente (CPF, CNPJ ou passaporte, no caso de estrangeiro), informações completas do destinatário e Nota Fiscal ou Declaração de Conteúdo, quando exigido pela legislação vigente. Vale registrar também que o serviço Mini Envios, usado para pacotes pequenos e leves, é exclusivo para clientes com contrato — quem posta no balcão sem contrato não tem acesso a ele.

A devolução mora nesse mesmo bloco: quando o pacote volta, o custo do retorno existe e a peça fica fora do giro até ser reprocessada. É por isso que acertar a grade e o sortido na compra é uma decisão de frete, e não só de estoque — tamanho errado é o motivo mais banal de peça que volta.

Por que não há valor em reais aqui

Nenhum preço de frete e nenhum custo de embalagem foram apurados. Os Correios não publicam tabela estática legível — só os simuladores com CEP —, e não localizamos fonte primária que sustentasse valor de saco plástico, envelope de segurança ou etiqueta. Preferimos deixar “não informado” a chutar: número inventado aqui viraria erro dentro do seu preço de venda. Simule com os CEPs reais de origem e destino e some o custo de embalagem que você pagou na sua última compra.

Como dividir o dinheiro na primeira compra

Independentemente do valor que você tem, a lógica de divisão importa mais que o total:

  1. Mercadoria — a maior fatia, mas nunca a totalidade.
  2. Reserva de reposição — para recomprar o que vender primeiro.
  3. Operação — embalagem, frete, deslocamento.
  4. Reserva de devolução — o frete de volta e a peça parada até voltar ao estoque.
  5. Teste de canal — se pretende anunciar, uma verba pequena para descobrir o que funciona antes de escalar.
A reserva de devolução não é pessimismo

Os Termos de Serviço da Shopee preveem que o comprador pode solicitar a devolução do produto e o reembolso em até 7 dias após o recebimento, e que, quando o pedido de devolução decorre de culpa do vendedor, as taxas de envio e de devolução são imediatamente debitadas e descontadas da conta dele (acesso em 12/08/2026). Em roupa, medida fora da tabela e diferença de cor na foto puxam esse tipo de ocorrência mais do que em qualquer outra categoria. Quem não tem essa folga costuma descobrir do jeito difícil, com o estoque parado e o caixa vazio.

E na escolha das peças, uma regra que economiza muito dinheiro: menos modelos, mais peças por modelo. Comprar uma peça de cada de vinte modelos parece variedade, mas deixa você sem grade para repor o que vendeu — e cliente que pede o tamanho que acabou não volta. Escolher um recorte estreito de público, como roupa infantil ou moda fitness, costuma exigir menos capital do que tentar cobrir todo mundo com pouca peça de cada coisa.

Preciso abrir MEI? E quanto custa por mês

Para começar, não. Muita gente inicia vendendo no CPF, para conhecidos e pelas redes sociais. O MEI passa a fazer sentido quando:

  • Você precisa emitir nota fiscal para o cliente.
  • Quer comprar de fornecedores que só atendem CNPJ — que costumam ter preço melhor.
  • Vai vender em marketplace que exige cadastro empresarial.
  • O volume cresceu a ponto de a informalidade virar risco.

O teto de faturamento e quem pode ser MEI

O portal gov.br — Empresas & Negócios (acesso em 12/08/2026) informa que o MEI pode ter faturamento anual de até R$ 81.000,00, ou o valor proporcional aos meses de atividade no ano de abertura. O Ministério do Empreendedorismo (acesso em 12/08/2026) detalha que o cálculo é sempre proporcional aos meses de abertura da empresa e que, no modelo atual, isso equivale a uma média de R$ 6.750 por mês.

Há também condições de entrada que barram gente que nem imagina: quem já é titular, sócio ou administrador de outra empresa não pode ser MEI, e o MEI não pode ter nem abrir filial. Antes de decidir, confira a lista de ocupações permitidas — nem toda atividade se enquadra.

Quanto custa o boleto mensal em 2026

O MEI paga uma guia única por mês, o DAS. O Portal do Simples Nacional, da Receita Federal (acesso em 12/08/2026) informa a composição vigente para 2026, tendo como base para o INSS o salário-mínimo estipulado pelo Decreto nº 12.797, de 23 de dezembro de 2025:

Parcela do DASValor em 2026Quando incide
INSS R$ 81,05 Sempre — 5% do salário-mínimo de R$ 1.621,00
ISS R$ 5,00 Para quem é contribuinte desse imposto
ICMS R$ 1,00 Para quem é contribuinte de ICMS — caso de quem faz comércio

O próprio gov.br (acesso em 12/08/2026) reforça o ponto que mais interessa a quem está montando a conta do começo: os impostos do MEI são fixos, independentemente do faturamento, desde que dentro do limite anual. Num orçamento inicial em que quase tudo varia com o giro, esse é o raro custo previsível.

Se o faturamento passar do teto

O Ministério do Empreendedorismo descreve dois cenários. Quem estoura o teto em até 20% — ou seja, até R$ 97.200 — recolhe um DAS complementar sobre o valor excedente e passa a pagar o imposto como Microempresa no ano seguinte. Acima de 20%, o desenquadramento é retroativo ao início do ano, ou à data de abertura, com pagamento de impostos retroativos como Microempresa (acesso em 12/08/2026). Acompanhar o faturamento mês a mês é o que evita a surpresa retroativa.

O mesmo portal divulga que o teto será reajustado de forma progressiva: R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, o que corresponderia a médias mensais de cerca de R$ 9.166 e R$ 11.666. Registramos como divulgação do governo, e não como regra já em vigor: na data da apuração a página apresenta as etapas como automáticas, mas não cita o número da norma, e não conseguimos abrir a legislação correspondente. O que a mesma fonte deixa claro é que o aumento do teto não altera o valor do boleto — o DAS só muda com o reajuste anual do salário-mínimo.

Quando o negócio ultrapassa o enquadramento, o caminho é migrar — e essa transição precisa ser planejada com contador, não improvisada. Enquanto isso não acontece, vale entender o que muda na prática entre comprar no CPF e comprar com CNPJ e passar os olhos na seção de custos e regras antes de fechar qualquer conta.

Fontes oficiais e primárias

lei, decreto, portaria, órgão público e estatística oficial

Fontes do próprio empreendimento

site, FAQ e material de quem administra o lugar — é declaração do interessado

Um teste antes de investir

Antes de colocar dinheiro, responda com honestidade:

  • Você sabe para quem vai vender — não “mulheres”, mas um público específico?
  • Tem pelo menos algumas dezenas de pessoas que já poderiam comprar de você amanhã?
  • Sabe quanto essas pessoas costumam pagar numa peça?
  • Já somou taxa do canal, custo fixo por unidade e frete dentro do preço que pretende cobrar?
  • Consegue ficar com o capital investido parado por algumas semanas sem apertar suas contas?

Se a resposta for não para as duas últimas, o caminho mais seguro é começar por encomenda ou venda direta, com lote pequeno, e crescer com o dinheiro que o próprio negócio gerar.

Esta página é o retrato de 12 de agosto de 2026: as tarifas, o valor do DAS e as regras de postagem foram apurados nessa data, nas fontes oficiais linkadas ao longo do texto, e o que não tinha fonte primária ficou de fora de propósito. Tarifa de marketplace muda com aviso curto, preço de frete muda por tabela e o DAS acompanha o salário-mínimo — se você viu algo diferente no simulador da plataforma, no balcão dos Correios ou no seu próprio boleto, conta pra gente: a gente confere e corrige com crédito.

Compartilhar: WhatsApp X

Transparência: alguns links deste site podem ser de parceria — comprando por eles, o site pode receber comissão, sem custo extra pra você. A apuração não muda: ficha com data e fonte, com ou sem parceria.

Perguntas frequentes

Sem nenhum capital, não. O que existe são modelos de capital muito baixo: venda por encomenda, em que você recebe o pagamento do cliente antes de comprar a peça, e dropshipping, em que o fornecedor envia direto. Ambos reduzem o investimento inicial, mas reduzem também a margem e o controle sobre prazo e qualidade.

Menos modelos e mais peças por modelo funciona melhor que o contrário. Comprar uma peça de cada de vinte modelos deixa você sem grade para repor o que vendeu. É preferível escolher poucos modelos, cobrir os tamanhos que mais saem e testar antes de ampliar.

O MEI paga uma guia única mensal, o DAS. A Receita Federal informa que, em 2026, o DAS corresponde a R$ 81,05 de INSS (5% do salário-mínimo de R$ 1.621,00), mais R$ 5,00 de ISS para quem é contribuinte desse imposto e R$ 1,00 de ICMS para quem é contribuinte de ICMS, que é o caso de quem faz comércio (acesso em 12/08/2026). O portal gov.br reforça que esse valor é fixo e não sobe conforme o faturamento, desde que você fique dentro do limite anual. É o raro custo previsível da conta.

Do ponto de vista de taxa, a peça muito barata é penalizada. O Mercado Livre informa que produtos abaixo de R$ 12,50 pagam custo fixo de 50% do valor da unidade, além do percentual da categoria, e o exemplo da própria plataforma é uma venda de R$ 8 que paga R$ 4 de custo fixo (acesso em 12/08/2026). Acima de R$ 79 não existe custo fixo, e entre R$ 12,50 e R$ 79 o custo fixo se divide em três faixas. Isso não define o que você deve vender, mas mostra que o custo por venda pesa muito mais no ticket baixo.

Sim. Os Correios informam limite de 30 kg para SEDEX e PAC, com exceção de 50 kg físicos no PAC apenas em âmbito estadual, para clientes com contrato e mediante viabilidade operacional (acesso em 12/08/2026). Para pacote, a maior dimensão é de 100 cm e a soma de comprimento, largura e altura não pode passar de 200 cm. Vale notar também que o serviço Mini Envios, voltado a itens pequenos, é exclusivo para clientes com contrato.

Sim, é um custo real e frequentemente esquecido no planejamento inicial. Os Termos de Serviço da Shopee preveem que o comprador pode solicitar devolução e reembolso em até 7 dias após receber o produto, e que, quando a devolução decorre de culpa do vendedor, as taxas de envio e de devolução são debitadas da conta dele (acesso em 12/08/2026). Em roupa, erro de medida e diferença de cor puxam esse tipo de ocorrência. Trate a reserva como parte do capital de giro, não como sobra.

Jeff Bruno

Jeff Bruno

Editor responsável do Atacado Modas. Gerente de e-commerce há 5 anos em uma grande operação de varejo, passou anos comprando no Paraguai para revender e hoje lida com importação da China na operação onde trabalha. Aqui escreve o que dá para provar: toda ficha sai com data e fonte. Curitiba/PR.

Conheça o autor →

Continue pelos guias das três frentes

Brasil, Paraguai e China — onde a mercadoria vem, com o que dá pra provar: cada ficha com data e fonte.

Ver todos os guias

197 guias · gratuito · atualizado em 2026